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É importante notar que, enquanto tristeza é uma emoção normal, melancolia e depressão são estados mais complexos, sendo a depressão uma condição clínica.


Vamos ver as diferenças básicas.


Tristeza (Sadness)


O que é: É uma emoção humana normal, uma reação passageira a eventos específicos e geralmente negativos (perda, desapontamento, frustração, etc.).

Duração: Geralmente de curta duração (horas a alguns dias).

Impacto: Embora cause desconforto, a pessoa consegue manter suas atividades diárias, sentir prazer em outras coisas e a intensidade diminui com o tempo ou com a resolução do problema.

Exemplo: Sentir-se triste por ter perdido um objeto, por um dia chuvoso ou por um plano que não deu certo.


Melancolia (Melancholia)


O que é: Historicamente, a melancolia era um termo mais amplo. Hoje, pode ser vista como uma forma mais profunda e persistente de tristeza, muitas vezes sem uma causa aparente imediata, caracterizada por uma perda de prazer e vitalidade.


No contexto clínico atual, "melancolia" é um especificador para um tipo severo de Transtorno Depressivo Maior, com características muito específicas.

Duração: Mais prolongada que a tristeza normal, podendo durar semanas ou meses.

Impacto: Atinge a capacidade de sentir prazer (anedonia), há uma sensação de vazio, desinteresse generalizado, lentidão psicomotora e pode haver pensamentos mais sombrios. No entanto, tradicionalmente, não é necessariamente acompanhada da mesma gama de sintomas físicos e cognitivos da depressão clínica.

Quando usada como especificador de depressão grave, os sintomas são intensos e a pessoa pode não reagir a estímulos positivos.

Exemplo: Um estado de desânimo profundo e persistente, com perda de interesse nas coisas que antes davam prazer, sem que haja um evento específico recente para justificar tal intensidade.


Depressão (Depression) - Um Transtorno de Humor

A depressão clínica (Transtorno Depressivo Maior) é uma doença mental séria que afeta o humor, o pensamento, o comportamento e a saúde física. Não é apenas "estar triste"; é um conjunto de sintomas persistentes que prejudicam significativamente a vida da pessoa. Para ser diagnosticada, os sintomas devem estar presentes por pelo menos duas semanas, na maior parte do dia, quase todos os dias.


Sintomas Comuns da Depressão:

* Humor deprimido (tristeza, vazio, irritabilidade)

* Perda de interesse ou prazer em quase todas as atividades (anedonia)

* Alterações no apetite ou peso

* Distúrbios do sono (insônia ou hipersonia)

* Fadiga ou perda de energia

* Agitação ou lentidão psicomotora

* Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva

* Dificuldade de concentração ou indecisão

* Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio


A depressão é classificada em graus de acordo com a quantidade e a gravidade dos sintomas:


Depressão Leve:

Sintomas: Apresenta alguns dos sintomas da depressão, mas não em sua totalidade ou intensidade máxima.

Impacto: A pessoa sente desconforto e há um impacto nas atividades diárias, mas ainda consegue funcionar e cumprir a maioria de suas responsabilidades, embora com mais esforço.

Necessidade de tratamento: Geralmente responde bem a terapias psicológicas e mudanças no estilo de vida. Medicamentos podem ser considerados.


Depressão Moderada:

Sintomas: Mais sintomas presentes, com maior intensidade e frequência.

Impacto: O funcionamento diário é significativamente afetado. Há dificuldade notável no trabalho, nos estudos, nas relações sociais e nas atividades de autocuidado.

Necessidade de tratamento: Frequentemente requer uma combinação de psicoterapia e medicamentos.


Depressão Grave:

Sintomas: Quase todos os sintomas estão presentes, com intensidade acentuada e duração prolongada. Pode incluir sintomas psicóticos (delírios, alucinações).

Impacto: A capacidade de funcionar é severamente comprometida ou completamente perdida. A pessoa pode ter dificuldade em sair da cama, cuidar da higiene pessoal ou alimentar-se adequadamente. Há um alto risco de pensamentos ou tentativas de suicídio.

Necessidade de tratamento: Geralmente exige tratamento intensivo, que pode incluir uma combinação de medicamentos (por vezes mais de um), psicoterapia e, em alguns casos, hospitalização ou outros tratamentos como eletroconvulsoterapia (ECT).


Rute Borges, Psicóloga, Esp. em Ansiedade | Atuo nas Empresas Promovendo Saúde Mental para os Colaboradores |Palestrante | Escritora, CEO da Arbor Editora | Atendimento Presencial e On-line Whatsapp (55)11-98527-6462 Moema-SP



 
 
 

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