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O que mães emocionalmente indisponíveis causam nos filhos

Nem toda ausência é física.

Algumas mães estiveram presentes em casa… mas emocionalmente distantes.


Filhos de mães emocionalmente indisponíveis muitas vezes crescem aprendendo a silenciar necessidades, esconder emoções e interpretar amor como esforço.


São crianças que aprendem cedo a:


  • não incomodar,

  • não pedir demais,

  • não demonstrar fragilidade,

  • amadurecer antes do tempo.


Muitas tornam-se adultos extremamente funcionais por fora e profundamente cansados por dentro.


Porque quando uma criança não encontra acolhimento emocional consistente, ela frequentemente desenvolve a crença de que precisa merecer amor através de desempenho, obediência ou autocontrole.


As consequências podem aparecer de formas silenciosas:


  • dificuldade de confiar afetivamente,

  • medo de rejeição,

  • hipervigilância emocional,

  • necessidade excessiva de aprovação,

  • culpa ao estabelecer limites,

  • sensação constante de não ser suficientemente importante.


Alguns filhos tornam-se especialistas em cuidar de todos, enquanto permanecem desconectados de si mesmos.


Outros crescem emocionalmente independentes cedo demais — e confundem independência com impossibilidade de precisar de alguém.


É importante compreender:

mães emocionalmente indisponíveis nem sempre foram frias por escolha.

Muitas também carregavam dores não elaboradas, sobrecarga emocional, abandono, depressão silenciosa ou ausência de suporte.


Mas compreender a origem da ferida não elimina seus impactos.


A cura começa quando o filho adulto percebe que suas necessidades emocionais não eram exagero.

E que aprender a sentir, pedir, confiar e estabelecer vínculos seguros também pode ser reconstruído na vida adulta.


Rute Borges

Psicóloga, escritora e CEO da Arbor Editora

 
 
 

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